Tudo ou nada
Não devemos ser uma dessas pessoas que parecem exigir da vida aquele "tudo ou nada" que ela nunca concede. Isso seria uma forma de frustração sem fim, de sofrimento a dobrar que, além do mais, não nos permitiria saborear aquelas coisas maravilhosas que - apesar de tudo - nos são concedidas. "Se, de noite, chorares por não haver sol - escreveu Tagore - as lágrimas não te deixarão ver as estrelas".
É desde muito cedo que se deve começar a ver as coisas desta forma. Os nossos filhos devem, desde pequenos, achar natural que muitas vezes a sua vontade, os seus desejos, não possam ser cumpridos... porque a vida é assim. Mais vale que chorem nessa altura - quando o desgosto é em coisas pequenas e lhes passa depressa - do que mais tarde, quando as consequências forem maiores.
Se os acostumarmos a isso - mas temos de vencer o impulso maternal, paternal, de acudir ao mais pequeno choro, à mais pequena exigência - teremos filhos rijos, fortes, preparados para enfrentar a vida com elegância e bom humor, com um sorriso perante cada situação difícil que os aguarda.
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