A autoridade-serviço

Os pais têm autoridade. Com efeito autoridade vem de autor. Os pais, ao colaborarem com Deus na vinda ao mundo de novos seres - os seus filhos -, são em parte autores e têm por isso autoridade.

A autoridade está relacionada com a responsabilidade. Os pais são responsáveis pela educação dos seus filhos. Têm, por isso, autoridade. Uma autoridade que serve para que os filhos se eduquem. Uma autoridade relacionada com a educação. Uma autoridade-serviço.

Pensar, informar-se decidir, comunicar claramente e fazer cumprir são fases sucessivas no exercício desta autoridade. Prescindir das primeiras ou das últimas destas fases, pode levar à improvisação e consequentemente ao autoritarismo - exercício arbitrário da autoridade - ou ao "ceder em tudo" e como consequência ao abandonismo - não exercício da autoridade. Nem o autoritarismo nem o abandonismo educam, porque em ambos os casos não há um exercício correcto da autoridade que se tem. E a autoridade tem-se - têm-na os pais - para acabarem de ser autores, para que a paternidade e a maternidade não se fiquem só na procriação.

Os pais têm autoridade como uma possibilidade de serviço e não como uma possibilidade de poder. Quando autoridade e poder se contrapõem, o que se está realmente enfrentando é o afã de serviço e o afã de domínio.

 

 

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