À maneira de raiz
«Quando eu era pequeno... E mergulho fundo na minha infância. A infância, esse grande território de onde todos saímos ! Pois donde sou eu ? Sou da minha infância. Sou da minha infância como se é de um país...», escrevia Saint-Exupéry numa das suas obras: O Piloto de Guerra. Todos, realmente, comprovamos isto diariamente. O nosso mundo interior está povoado de imagens e recordações, muitas vezes nebulosas, que têm origem nos anos da nossa juventude. Em muitas ocasiões, temos, até, de recuar a essas épocas da nossa vida para compreendermos certas atitudes, hábitos, reacções, gostos, que fazem parte da nossa maneira de existir.
Basta pensarmos em como nos sentimos tão estranhamente mergulhados em magia se, por acaso, depois de muito tempo de ausência, revisitamos lugares, ou encontramos pessoas, ou relemos livros que fizeram parte dos nossos verdes anos.